quarta-feira, janeiro 19, 2005

18-19/01/05 00:40

!Empieza!

Fazia um tempo que eu não escutava Alice in Chains. E há uns minutos, na janela, enquanto ouvia, tive meus pensamentos influenciados por estar ouvindo a banda.

Ela é muito a cara de um sentimento que eu nunca consigo definir mas sempre tento, pensando algo como "sentimento de violenta tristeza", com ênfase para o adjetivo 'violenta'. A tristeza existe, é triste! (e como é...), mas o que domina nas músicas é a violência na expressão. Em alguns sons é violência dolorida, um pouco cruel mas harmoniosa, parte da natureza. Tristeza forte, com ênfase para o 'forte'. É um monte de coisas mas eu nunca vou conseguir explicar direito.

Todo som tem uma essência, parece um 'modo de vivir', e esse é um pouco assim, triste, forte e violento.

E eu acho que eu pareço muito com Alice in Chains e acho que os meus amigos mais próximos 'tem cara' de Alice in Chains e de alguma forma isso é reconfortante. Sempre lembro deles quando escuto.

Penso na singularidade de cada um, que essas pessoas me deixam ver de perto!, e é absurda a convergência de alguns pontos cruciais.

E é bom ver que no geral estamos mais felizes do que em várias outras épocas. E não sei se eles entenderiam esse conceito de "Alice in Chains" mas espero que sim. Não é rotular-nos de tristes, mas um modo de dizer quase o indizível, que expressaríamos a tristeza do mesmo jeito, que essa seria a 'trilha sonora'.

Constato que várias tristezas passaram e sempre passarão (tomara!), que a violência pode ser usada de forma benéfica e que o melhor e maior poder é não usá-lo.

E que a força, se você acredita, nunca deixa de estar aí, não lá onde você não pode sentir, mas aí dentro, em volta, sei lá onde, naquela irradição que sustenta o seu 'corpo véio', essa coisa que ninguém sabe o que é mas que é a própria luz que pulsa, é o próprio impulso, é a própria prova da energia! Aaaaah! Energia essa, com perdões à minha pureza juvenil, inesgotável.

(Gostaria de me fazer entender! Eu queria conseguir realmente transformar as idéias e pensamentos etéreos em palavras, mas tudo soa tão bobo quando escrito...
Ah, e eu queria também saber o quanto se conclui inconscientemente das opiniões, montando sem perceber o jogo de idéias e imagens concebidas, e quanto dela se forma na hora, na medida em que os arquivos mentais de considerações são consultados... pééé! Pergunta sin respuesta!)

E é isso, faz uma hora que estou viajando nessa cadeira, mas gosto assim, ter horas a menos de sono para parar e refletir, mesmo escrevendo sem parar, pensando nas entrelinhas, associando a outros assuntos, viajando num tempo à frente das palavras.

Ser operária assim, o tempo para pensar e aprender sendo o parco tempo que tenho para o bem-estar, e hora do trabalho, sagrada!

(Hahahahahah, que revolta, não é bem assim. Mas é, né. É! Tem que driblar, irmãzinha. 'Tô fazendo.

Sem ranzinzices, ok? Sem motivos.)

:D => SORRISÃO!

...

terça-feira, janeiro 18, 2005

00:... - 17-18/01/05

Enquanto assisto a clipes vou longe. Meus olhos vidram e a música se torna tudo o que é inteligível aos ouvidos, enquanto os pensamentos dançam na cabeça que por um momento, ao mesmo tempo, é só deles.

Quando eu volto, nem sei onde fui, mas sei que estava resolvendo algum conflito interno, soltando os pensamentos e deixando que se enfrentassem, acolhendo enfim os sobreviventes.

Defino assim.

Os dias passam e alguns grandes problemas eu não consigo resolver. Ainda.

Desabafo.

Não sei o que exatamente pensei dessa última vez que viajei olhando fixamente a tela e absorvendo o som, mas sinto minha cabeça quente, querendo vomitar todos os pensamentos: inúteis e fantásticos, infantis e realistas, imbecis e magnânimos.

Mas não sei por onde começar.

Eu quero falar do trabalho e do meu novo desejo de trabalho, do céu do céu e do céu para mim, das bostas das cadelas e da bostas da vida.

(Já está falando...)

quarta-feira, janeiro 12, 2005

ao espaço e à circunstância

terça-feira, janeiro 11, 2005


Trio formado em 1990, Morphine é um raridade - blues, 'bare-bones' rock and roll sem guitarras. Com uma base composta por baixo, saxofone e bateria, e com um vocal bem interessante, reitero que é um som para todos os momentos. Bem feito, classudo, tem sentimento e letras boas para caralho.

Sinceramente não escutei outros cds além de "Cure For Pain", mas esse é suficiente para convencer que é uma banda de qualidade e personalidade, nunca tinha ouvido nada igual ou suficientemente parecido.


Infelizmente a banda teve seu fim em 1999, quando o vocalista/baixista Sandman sofreu um ataque do coração durante um show em Roma e faleceu aos 47 anos

Há um tempo passou um especial na Cultura da Orchestra Morphine, no programa "Alto falante" da Rede Minas, muito bom, performance muito boa, 'tudo muito bonito'. Não sei quando foi o show, se foi depois da morte do vocalista, se era a mesma formação, mas estava acompanhado de um orquestra, executando músicas da banda.

Concluindo: vale muuuuuuito a pena ouvir.

*Imagens e informações retiradas do site Allmusic.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Morphine - 'Buena'

I hear a voice from the back of the room
I hear a voice cry out
we want something good

well come on a little closer let me see your face
yeah come on a little closer by the front of the stage
I said come on a little closer I got something to say
yeah come on a little closer wanna see your face

you see I met a devil named buena buena
and since I met the devil I ain't been the same, oh no
and I feel alright now I have to tell ya
I think it's time for me to finally introduce you to the buena buena buena buena good good good

it's comin to me
yeah it's comin to me
now I think I know what it is you need
I know some people wanna make you change
but I know how to make'm go away

you see I met a devil named buena buena
and since I met the devil I ain't been the same, oh no
and I feel alright I have to tell ya
I think it's time for me to finally introduce you to the buena buena buena buena good good good!

(Muito louca essa estória de encontrar o Buena. Várias coisas são como o Buena buena. Good good good.)
Não sei porque demorei tanto para postar isso, mas é isso. "O-quê - é - ísso? É isso!... O que é isso?"

Em palavras ficam os pequenos detalhes, o que não é detalhe permanece somente na memória e naquele espaço de tempo inalcançável. As palavras que virem 'links' à tais recordações.

Na mesma 'janela de sempre' passei a mudança do dia 31 para o primeiro dia desse novo ano, a vista de sempre, com um brilho diferente. A percepção de como intrisicamente se dá valor ao simbolismo, mesmo que se pense ou deseje o contrário, é incrivelmente interessante.

Foi muito bom ver as horas pelo 'relógio de rua de sempre' e desejar 'feliz no novo' só depois de 23:59 mudar para 00:00 nele, mesmo ouvindo os fogos serem soltos um minuto antes da hora que o relógio marcava. Todos ao mesmo tempo. E na hora ter a ousadia deliciosa de pensar que todo o mundo estava errado ou então que a minha 'virada' era particularíssima.

Sem dúvida é uma data especial, por nada, apenas por tornar-se ícone de lembranças vindouras. E parece que o ano costuma de certa forma carregar a imagem do seu primeiro dia. Fatal que essa é uma daquelas crenças pessoais tão rudimentares que sobrevivem apesar da lógica, têm que constar no relato!

Por esse motivo, é essencial escolher bem a companhia desse dia e fazê-lo ser como lhe agradaria que fossem os seguintes.

No ano que passou aprendi lições e aprendi também a colocá-las em prática. E de certa forma cuidadosa 'escolhi' (e fui escolhida por!) pessoas especiais para mim para passar a tal noche vieja. Não que não o tivesse feito em outros anos. 'Escolhido pessoas especiais'. Mas existe aí a grande distância entre ser especial e além de sê-lo, conseguir fazer com que as coisas sejam especiais. Lição muito bem aprendida e utilíssima daqui para frente.

'Enfim', foi muito bom reunir 'o trio', amizades que considero e acredito que são consideradas por eles como extremamente confiáveis, que são próximas e são 'alopro'. Isso é curtir alguém, é ser amigo! (faltou você, Shepaaa, hahahaha, muito 'blog' isso, mas é um adendo que não pode faltar=).

Jogar um videogame e ficar louco, ouvir música alto (muito FNM!!), rir demais e capotar de sono depois no sofá, tudo muito simples e tudo muito foda, será com certeza ótima lembrança. Além de... sabe? ... (ei, tu sabes), "...". Entendeu? Tudo.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Ééééé, muito bom esse 'reveillon', por sinal uma palavra que acho que não soa bem misturada com outras do nosso idioma, fica horrível na nossa boca e não combina com os sentidos das nossas línguas.

Sem querer cair no clichê de fazer 'restropectiva', quero só pensar no agora e no daqui a pouquinho. Quero apenas guardar a impressão da luta como se fosse tatuagem ou cicatriz, marcante e orgulhosa, quero mesmo reter profundamente a sensação de que neste ano me respeitei, como tento sempre respeitar todos que merecem mas não o estava fazendo comigo, o que é o mais importante.

Algumas decisões são realmente significativas e só destroem a caixa detonada, pequena e escura na qual se havia fechado. É assim que me sinto, explorando fora da caixa, sempre tendo consciência de que 'fora da caixa' é apenas uma 'caixa maior' composta de várias outras menores. Não existindo a possibilidade de estar fora de uma, seja qual for, então que seja no mínimo agradável de se estar.

Aqui dos lados 'de fora' e 'de dentro', e do resultado da relação entre eles no jogo de ações e reações, só posso estar muito feliz. Me sinto feliz por todos os lados. Essas últimas ocasiões, agora em lembrança, só poderão ter o efeito de um objeto de boa sorte, tão positivas, simples e próximas da minha natureza elas foram.

domingo, janeiro 02, 2005

Nééé??
Por enquanto só registro que o fim de ano/começo de novo, foram simplesmente perfectos.