quarta-feira, junho 29, 2005
Quando o Líquido Negro é uma coisa zoada
Têm um copo de refrigerante de hoje, que já não está muito bom, e um copo de refrigerante de ontem à tarde, quente, horrível, na minha frente.
Adivinhe qual eu tomei sem nem olhar.
Já vi
a cara da Rita Maria. Hahahah! Coisa de quem não presta atenção. Tava na página principal da página que linkei, 'na parte de fotos'. (hahahaha)
Fora de órbita (Rita Maria)
Percorri um eixo abissal
no tempo turbulento prá te buscar
Persegui um beijo investindo louca
contra a rotação da Terra
Na dimensão da vida fui invisível
Você era o espelho na janela
Não refletia o mundo,
você sumia
Eu via, eu não sabia
Eu naquela cela
Eu naquela cela, eu não era flor na primavera
Percorri um eixo abissal
no tempo turbulento prá te buscar
Persegui um beijo investindo louca
contra a rotação da Terra
Parei ao meio-dia
Você meia noite
Lugares passam meio fora de órbita
Cansei de ser quem bate nesse esconde-esconde
Jogo perdeu o sentido
Eu parei de brincar,
de sofrer naquela de não saber que vc nao era,
e eu também nao era e eu também não...
Percorri um eixo abissal
no tempo turbulento prá te buscar
Persegui um beijo investindo louca
contra a rotação da Terra
Na dimensão da vida fui invisível
Você era o espelho na janela
Não refletia o mundo,
você sumia
Eu via, eu não sabia
Eu naquela cela
Eu naquela cela, eu não era flor na primavera
Percorri um eixo abissal
no tempo turbulento prá te buscar
Persegui um beijo investindo louca
contra a rotação da Terra
Parei ao meio-dia
Você meia noite
Lugares passam meio fora de órbita
Cansei de ser quem bate nesse esconde-esconde
Jogo perdeu o sentido
Eu parei de brincar,
de sofrer naquela de não saber que vc nao era,
e eu também nao era e eu também não...
Procurando por um cd novo da Maria Rita que me disseram que existe (né, Ralflyyy?), achei uns sons e baixei.
Quando ouvi: a surpresa. Não era a Maria Rita e sim a Rita Maria!
Gostei muito dos sons dela, queria ver que cara ela têm! No post acima, a letra de uma das músicas.
terça-feira, junho 28, 2005
segunda-feira, junho 27, 2005
Vômito no Assoalho
Por essas e outras temos um grupo de vômito. É como se fosse um A.A. mas na verdade ninguém é tão anônimo assim e tampouco alcoólatra.
Aqui. (e lá em cima também)
O próprio nome já diz. Mas o assoalho é virtual. Tudo aquilo que não podemos conter pode e deve ser vomitado. E nada como vomitar perto dos amigos. Er, quero dizer, ter uma ajudazinha deles prá vomitar ou, no mínimo, companhia enquanto vomita.
Por essas e outras temos um grupo de vômito. É como se fosse um A.A. mas na verdade ninguém é tão anônimo assim e tampouco alcoólatra.
Aqui. (e lá em cima também)
Déjà Vu
Uma das primeiras sensações que tive logo após acordar foi um déjà vu. Muito estranho que é o tal do 'déjà'. Tive certeza que já tinha feito as coisas daquela maneira, sentido frio e pego a mesma blusa cinza...
É engraçada a sensação, pois são dois pensamentos correndo juntos: o natural do momento e o que analisa e têm quase certeza de que aquilo já aconteceu, igualzinho.
E ontem eu assisti novamente "O Chacal" e ele compra um barco chamado Déjà Vu. Na hora pensei que fazia tempo que não tinha um e que gostava desse fenômeno. Dependendo de quando ocorre é estranho demais, mas é sempre interessante.
sábado, junho 25, 2005
O dia
O dia é um resquício da noite, o que sobrou do forte azul, agora esmaecido, desbotado. É o que restou da noite.
sexta-feira, junho 24, 2005
Personal Jesus
O som do momento é 'Personal Jesus' do Depeche Mode, na versão de ninguém menos que o Anticristo Superstar, MM.
Particularmente acho que têm uma música do Suicidal Tendencies inspirada em uma parte desse som do DM, no pedaço da melodia que fala 'flesh and bone by the telephone', mas não consegui achar a música a qual me refiro.
Depeche M0de - Personal Jesus
Reach out and touch faith
Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares
Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who's there
Feeling unknown
And you're all alone
Flesh and bone
By the telephone
Lift up the receiver
I'll make you a believer
Take second best
Put me to the test
Things on your chest
You need to confess
I will deliver
You know I'm a forgiver
Reach out and touch faith
Reach out and touch faith
Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares
Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who's there
Feeling unknown
And you're all alone
Flesh and bone
By the telephone
Lift up the receiver
I'll make you a believer
I will deliver
You know I'm a forgiver
Reach out and touch faith
Your own personal Jesus
Reach out and touch faith
Pânico
Esses dias tive uma demonstração real de meu pânico em plataformas do metrô. Eu sei, eu sei, tudo se deve a um dia na infância minha cabeça louca ter cogitado pular. Eu era mais moleca 'saracura', serzinho um tanto quanto bizarro por sinal, e numa tarde desocupada corri em direção à beira da plataforma e... parei, claro!, senão, segundo meu pânico, eu já estaria torrada e impossibilitada de contar esse fato.
Mas a cena que protagonizei esses dia foi de uma ridiculice maior, mais cagona.
São Joaquim. Cinco e 'nem quero ver porque estou atrasada'. Plataforma lotada. Eu que tinha descido as esquedas correndo, parei frustrada. Conformei-me que o trem naquele momento parado e vomitando pessoas não me levaria ao destino desejado.
Meti-me no aglomerado e aguardei poucos minutos: outro trem. Houve o empurra-empurra habitual, quase, quase... não deu. E eu, com a cara na porta. E a porta fechando na minha cara. O sinal acendendo na minha cabeça e uns gritos mentais, 'tenho que sair daqui'.
Senti um grande desespero, estava depois da faixa amarela, o bico do meu tênis acabando onde a plataforma acabava. Pessoas muito perto, vozes, respirações. O trem andando, devagar, devagar, quase rápido, ficando rápido, 'tenho que sair daqui, as pessoas podem me empurrar sem querer e eu vou cair, eu vou olhar e cair, eu vou cair'.
A situação foi essa. O que acontecia em volta não importava. Virei-me de costas, 'que passe atrás de mim, trem, e deixe a plataforma esperando por minha queda'.
Cavei espaço entre a multidão atrás de mim, falando que precisava passar, repetia esse mantra, preciso, preciso e postei-me atrás de dois homens que tinham me proporcionado passagem. Tudo isso podendo ocasionar novamente o meu não ingresso no trem para o trabalho. Mas entrei, foda-se.
Odeio ver pessoas na beira da plataforma, odeio. Fico tensa. Não pude me controlar, caguei mesmo, a menina com a cara furada se borra na plataforma. Essa é a real.
Acho que essa vez foi mais ridícula que a outra, porque naquela demente tarde infantil pelo menos tive peito prá correr até o limite.
Esses dias tive uma demonstração real de meu pânico em plataformas do metrô. Eu sei, eu sei, tudo se deve a um dia na infância minha cabeça louca ter cogitado pular. Eu era mais moleca 'saracura', serzinho um tanto quanto bizarro por sinal, e numa tarde desocupada corri em direção à beira da plataforma e... parei, claro!, senão, segundo meu pânico, eu já estaria torrada e impossibilitada de contar esse fato.
Mas a cena que protagonizei esses dia foi de uma ridiculice maior, mais cagona.
São Joaquim. Cinco e 'nem quero ver porque estou atrasada'. Plataforma lotada. Eu que tinha descido as esquedas correndo, parei frustrada. Conformei-me que o trem naquele momento parado e vomitando pessoas não me levaria ao destino desejado.
Meti-me no aglomerado e aguardei poucos minutos: outro trem. Houve o empurra-empurra habitual, quase, quase... não deu. E eu, com a cara na porta. E a porta fechando na minha cara. O sinal acendendo na minha cabeça e uns gritos mentais, 'tenho que sair daqui'.
Senti um grande desespero, estava depois da faixa amarela, o bico do meu tênis acabando onde a plataforma acabava. Pessoas muito perto, vozes, respirações. O trem andando, devagar, devagar, quase rápido, ficando rápido, 'tenho que sair daqui, as pessoas podem me empurrar sem querer e eu vou cair, eu vou olhar e cair, eu vou cair'.
A situação foi essa. O que acontecia em volta não importava. Virei-me de costas, 'que passe atrás de mim, trem, e deixe a plataforma esperando por minha queda'.
Cavei espaço entre a multidão atrás de mim, falando que precisava passar, repetia esse mantra, preciso, preciso e postei-me atrás de dois homens que tinham me proporcionado passagem. Tudo isso podendo ocasionar novamente o meu não ingresso no trem para o trabalho. Mas entrei, foda-se.
Odeio ver pessoas na beira da plataforma, odeio. Fico tensa. Não pude me controlar, caguei mesmo, a menina com a cara furada se borra na plataforma. Essa é a real.
Acho que essa vez foi mais ridícula que a outra, porque naquela demente tarde infantil pelo menos tive peito prá correr até o limite.
Sempre jurei que não teria um fotolog. Depois repensei e jurei que nunca teria um fotolog prá fazer a babaquice natural: essa sou eu triste, mmmmmm, essa sou eu feliz, eeeeee, essa sou eu gorfando, bleeeeergh, essa sou eu cagando, plop, plop.
Mas, e aí entra o mas, nada de mais ter um 'flog' (odeio essa contração) prá postar as fotos que queira colocar aqui sem ter que entrar no blogger.com.br, da Globo.com
Né? Uma boa.
Então lá fui tentar achar um espacinho no fotolog.net, o point de fotos mais hype dentre os hypes. Nada daquele fotogold maldito que coloca as fotos lááá embaixão e abre uma infinidade de pop-ups. Eu queria um desse.
Costumo ser azarada, mas qual não foi minha supresa quando vi a tela que mostra o limite de registros por dia, máximo de 500 e que zera quase automaticamente após a meia-noite, apontar 499! Isso mesmo! 499! Eu fui a última!!!
Então aí vai minha estréia no mundo egocêntrico dos fotologs: www.fotolog.net/srtaestrago
Baaaah!
quinta-feira, junho 23, 2005
Deprê
Se por acaso bateu a curiosidade, 'não, eu não gosto de Joy Division'. Acho deprê demais, exagero. Aceitamos críticas.
I-eu
O I-eu morreu. Que porra é I-eu? É essa coisinha arriba. Essa estrelinha amarela brilhante acusando 'violentamente apaixonada'. Viu? Não teve como não ver, não é?
Os caras vão tirar do ar essa coisa mas quero manter sempre esse status, quero continuar violentamente romântica todos os dias, comigo, com a vida, com ele (tu).
Fw: nha nha
----- Original Message -----
From: Srta. Mariana
To:
Sent: Wednesday, June 22, 2005 11:21 PM
Subject: nha nha
blogueeeeeeeeee
Pós escrito
Detalhe para a cara dos dois caras em pé na foto: do lado esquerdo o baixista Orion com mó cara triste e do lado direito o baterista Inferno com a maior cara de máscara de porco. O que está abaixado é Nergal, vocalista, guitarrista e fundador.
Anticristo virtual
Não disse nada, mas não significa que tenha esquecido minha primeira impressão de Behemoth.
Death metal dos infernos, (na verdade eles são da Polônia) o som é a destruição total numa língua ininteligível.
No caso, o clipe, obra de arte, Decade Ov Therion, é o que se pode chamar de moderníssimo. Luzes, letras que aparecem na tela, voz demoníaca, simulam quase um ritual satânico e o vocalista faz umas caretas de dar medo... não é a melhor opção para se escutar antes de dormir.
Baixei outros clipes também, mas nenhum é tão bom como o Decade, nem de perto, nem de longe. Recomendadíssimo esse clipe. KAKO!

quarta-feira, junho 22, 2005
Coincidência?
Coloquei o Facelift do Alice in Chains prá tocar, normal. De repente começa a tocar um som do Joy Division, (tenho JD no computador? na pasta do AIC?), "She's lost control".
Sonhos reais
Hoje eu caminhei com meu amor, não pelo Retiro, mas pelas ruas chuvosas de outra capital, quase desconhecida, que prometia felicidade.
Hoje eu fui a filha da puta irresponsável, que fica quase histérica ao se deparar com a própria realidade e a falta de compreensão.
Hoje estive com havaianos q tentavam se adaptar em um novo país, onde as ondas eram mais violentas e a maré mais brava. Eles questionavam se a vida era assim como dizia a música...
"- Mãe, 'na nossa festa vale tudo'? - Não sei, meu filho, não sei..."
Quase.
segunda-feira, junho 20, 2005
quinta-feira, junho 16, 2005
E como...
'(...) o que parece estar tão longe, está tão perto (...)', os Maldita têm até um fotolog. Aqui.
'(...) o que parece estar tão longe, está tão perto (...)', os Maldita têm até um fotolog. Aqui.
Novo persongem

Cachorro di Oro - adentrando mundo Behemoth
Cachorro di Oro é o mais novo personagem do meu disturbedmentalRPG. Novo amigo das tardes e madrugas anima-me com seu estridente latido, o abanar de seu rabo e o chacoalhar da cabeça, tão peculiares quanto sua cor, di oro.
Suas orelhas são sua parte mais deliciosa, mas enfiar o dedo em sua boca não têm preço. Sua fuça é também convidativa.
Cachorro di Oro é o filho que Lady não me deu. Lady que alegrou minhas manhãs e tardes infantis, há 20 anos e hoje perece calada com seus grandes olhos azuis arregalados e seu rabo impotente. Sua boca é que me inspira hoje o desejo da boca de Cachorro di Oro.
Mas a estrela de hoje é essa: di Oro, para os íntimos. Sua simpatia jogou mais lenha na fogueira de minha meninice característica.
Como todos nós, Cachorro di Oro possui vários ângulos:se olhado pela direita, parece bom, meigo e de uma fofice increditável; se olhado de frente percebe-se sua inclinação pela ranzinzice, violência, devido ao focinho um tanto torto, torto como os rostos. Parece ter o cenho franzido. Sua língua vermelha se projeta, viva, da boca semi aberta. Imagina-se os dentes que essa figura possui. E finalmente, se olhado pela esquerda, parece faminto, fazendo uma plea ao dono por algo comestível.
É... as várias faces de Cachorro di Oro. Estou aprendendo a conhecê-las. Um viva à seu brilho, um viva à sua luz. Cachorro di Orooooooô!
Hoje
Foi dia de BYOB. Na boa, vocês sabiam que eu viria até aqui pagar um pau. Prá confirmar a suspeita cá estou, quase seis anos após escutar o energético SOAD, achando ainda uma das bandas mais foda que existe. (O adjetivo 'foda' se pluraliza? 'Bandas fodas?')
Não importa, isso é realmente uma coisa que não me importa: qualquer crítica que se fizer ao som deles. Acho um som inspirado, melódico e violento, como me sinto no cotidiano. No decorrer desses anos, assim como o som deles, mudei mas não muito no que se relaciona à essa essência sentimental e violenta.
Dormi pensando em BYOB e acordei pensando em BYOB, e o som tocando na minha cabeça, sabe?, dentro da testa mas mais no 'meinho'.
O Mesmerize todo me agradou, peguei uns vídeos ao vivo bem legais, enfim, eles sempre mandam bem, digo e repito e repito e que se foda.
Dá a maior vontade de dançar, putz!, sempre me mexo, até involuntariamente, toca muito fundo em mim, hahahahahaha. Muito demais mesmo.
E dá vontade de cantar! e tirando umas novidades bizarras (hahahaha, 'my shit stinks better than yoooouurs!!...'), as letras costumam ser bem reflexivas. Se bem que a bizarrice não deixa de ser motivo de reflexão...
Agora é enjoar de ouvir esse e esperar a segunda parte desse duplo.
quarta-feira, junho 15, 2005
Abaixo
Abaixo uma letra do Maldita. Faz uma semana e meia mais ou menos que assisti ao clipe na MTV e meu!, como achei legal! Muito MM esses Maldita!
Vale a pena escutar essa letra nervoooosa em português, achei legal essa violência toda. Muito classe o som, legal mesmo.
Maldita - Homem com o rosto cortado
Nós fomos chamados para dedetizar a casa
mas o solo está amaldiçoado
Meu corpo está dançando minha face está mudando
Eu era um verme, apenas um verme
tentei disfarçar mas estava em mim
Minha pele está coçando está respirando
e as crianças vão cantando e elas pensam o que eu penso
Somos todo o mal aqui dentro
Somos todo o mal aqui dentro
Janelas do mundo externo
criam nosso próprio inferno
O que parece estar tão longe
está tão perto
Sou um vingador
Mato com amor
Conserto a sua dor
Sou o homem com o rosto cortado
Eu vou cortar os pulsos deles
Não ligo mais para os seus insultos
e o meu corpo está cortado
sangue sangue está escorrendo
e os demônios e as crianças e os cachorros passam correndo
o que antes era o antídoto, é o próprio veneno
terça-feira, junho 14, 2005
Antes
Ontem antes de dormir me irritei com o barulho do estabilizador, fui mexer nele e sem querer desliguei o computador. Ou seja, não ouvi nada.
E hoje acordei com a cara inchada por causa do dente do siso, putz que dor, acordei com a dor. Dói prá fumar, prá falar... como vou trampar hoje?
Acho que terei que tomar dois tipos de analgésicos orais: uma cápsula da Droga Verde aqui da frente e um cigarro da outra.
Vou tomar banho que já demorei.
Demorei...
prá dormir.
Vou deitar escutando dois sons muito diferentes: o novo do SOAD e alguns sons do FischerSpooner. Não sei porque gosto do FS mas a verdade é que me interessa, de alguma forma bizarra. Depois falo mais sobre.
Agora que eu posso voltar a baixar coisas, não vai prestar.
sexta-feira, junho 10, 2005
Opa
Titia aqui não sabe quanto tempo mais fica no U*L, se fica muito ou se fica pouco.
Titia várias vezes deu um jeito de se comunicar com o exterior, mesmo sendo quase impossível.
Agora a titia está gastando todas as suas horas tentando montar uma merda de site em html prá ser um tentáculo vindo de dentro do universo offline (offline só pros funcionários?), e com ele tocar o mundo exterior.
Tá tosco demais ainda, mas em breve eu linko aqui.
segunda-feira, junho 06, 2005
Aqui é assim
Um dia não têm nada e no outro está cheio de coisas. Já que estão aqui, e supostamente lerão algo, se chegarem a ler Paloma e a temperatura do ar atentem-se ao fato de que aquilo é real, aquele sentimento é real e passaram-se quatro dias de tal fecha e a sensação ainda vive, se enraíza, prolifera, contamina. Vida.
A ponte da nove
A famosa ponte da nove, onde já pensei demais, conversei muito e fumei mais um tanto, observando o não horizonte da vista, a disposição dos prédios a sua volta fechando qualquer possibilidade de visão além. Em compensação, sempre se têm o céu e sempre se têm as luzes das lâmpadas, dos edifícios, dos veículos. E a luz da reflexão interior, ou a luz de um sorriso, um beijo ou uma risada. Ou ainda de uma cantoria ou uma palhaçada. Dessa vez era mais de meia noite na nove, ventinho frio numa noite de março. Memorável.
Putz
14-15/04/05
entre as 02:00 e 03:00h
Eu tava fumando, vendo 'meet sandwiche', quando fui virar o monitor para que ficasse na direção da janela.
Aí o computador desligou. Então meu olhar se desviou para fora, pensei em coisas bobas, até que pensei num fato que esquentou minha cabeça e me vi sentando na cadeira e pensando 'nossa, vou escrever'. Sobre nada: só escrever, só pôr prá fora, do meu jeito e foda-se, sem encanações com a literatura, só sendo, e melhor!, sendo genuinamente uma persongem, seja lá o que eu relmente queira dizer com isso. Personagem marcante da minha vida. Talvez isso. Talvez.
E o que eu estava fazendo antes de fumar era jogar umas coisas fora, até chegar nuns jornais de anos atrás.
Olhei para ver o que me interessava e pude perceber que coisas nunca mudam, ou pelo menos por enquando não mudaram. É engraçado observar que os recortes foram feitos em série, em algumas fases da vida. Resumindo: não sou grande colecionadora de recortes.
E de repente a vontade de escrever se apagou um pouco.
quinta-feira, junho 02, 2005
Paloma e a temperatura do ar
19 ºC
01:09am
1-2/06/05
Já devo ter escrito isso, porque não é possível!, e ao mesmo tempo é, pois acontece!!
Sempre que olho para esses relógios de rua vejo a temperatura. Por cinco segundos o display exibe a informação x ou y, sendo x as horas e y a temperatura. 50% de probabilidade. Mas sempre vejo a temperatura! E percebo que sempre olho no momento em que o marcador acabou de mudar para temperatura porque se simulo uma contagem, sempre dá quase 5 segundos. Ou melhor ainda, quando olho, costumo ver o momento exato do término da virada das plaquinhas. Vistualizo os quatro dígitos, tenho a impressão de que por nanosegundos, e de repente apenas os dois números e o símbolo do Celsius.
(Blá. Isso é uma forma de impulsionar minha mente para a ação. Afinal,'a vida para você é uma espirituosa, arrojada aventura, então cante e alegre-se, cante e alegre-se!'*)
Como não sei mais o que ouvir, e esse blog é prova disso, fiz uma lista com mais de 2500 músicas, todas!, a fim de ter algo como uma programação de rádio exclusivíssima. Rádios têm arquivos enormes mas sempre tocam as mesmas músicas de cada banda. Meu 'arquivo' é mais limitado em variedade e mais profundo. Só duas coisas despertam mais minha curiosidade, pela novidade....
...o QOTSA e o Fantômas novos que foram dádivas de uma dádiva ainda maior. O Fantômas novo, Suspended Animation, é o que esperava que o Delirium Cordia tivesse sido: mais animado e mais violento no sentido agressivo e não sinistro. E o QOTSA vem com seu jeitinho inconfundível e sons extremamente fodas e 'sexies', apesar de odiar esse termo e achar nosso equivalente, a palavra 'sensual', pior ainda.
Isso me fez pensar que tenho nóia com alguma palavras, palavras que não gosto mesmo de pronunciar. Poderia listar 'sensual', seguida de 'maduro'. Caralho, odeio demais essa palavra. Imaturo/a não me traz incômodos e não consigo explicar a nóia. Nesse caso acho que tem a ver com a letra 'd' da palavra. Não soa legal.
E odeio expressões como 'gama/leque de possibilidades', 'divisor de águas' entre outras.
Não estou de mau humor, pelo contrário. São pensamentos divertidos sobre a ranzinzice. Assim tudo bem, assim tudo bem, desse jeito não machuca ninguém.
Não quero machucar ninguém. Se eu pudesse tirar o tempo que tenho para fazer de tudo por todo mundo,(óbvio que esse 'todo mundo' seria 'todo mundo que amo'), o faria, viveria por mim e por eles e para nós. Lembrando sempre que pode-se amar até quem não se conhece.
Eu, por exemplo, terei sempre, espero nunca esquecer e ter sempre!, um bom pensamento para Paloma, de quem não sei muita coisa, apenas os fatos principais que me dão idéia do que esperar. Vi um pouco de sua personalidade, expressa na maneira em que me contava os fatos, as palavras que usava, a linguagem corporal. As preferências e o fogo da vida eram visíveis. Encaro o fogo da vida como aquilo que não te deixa apagar, seja qual for a adversidade.
Seu jeito, sua voz, a intensidade do brilho dos seus olhos. As águas negras revoltas no centro do branco globo. O buraco negro que pode ser um olho.
Paloma, que a energia te guarde e te ajude a brilhar. Não é hipócrita, acho que essa foi uma das vezes que mais me tocou.
Pensei no garoto que você era por baixo da Paloma e na alma de Paloma que estava dentro de você. Pensei nos seus momentos e nas escolhas que fez, na guerra das identidades. Pensei na consciência do seu próprio ser e na certeza que você emanava sobre não haver nada melhor do que simplemente ser.
Não houve como deixar de refletir sobre a composição de cada detalhe que externa a alma de Paloma que está por dentro do garoto que existe por baixo de Paloma.
Seu sorriso para mim, o 'tapa' que deu em minha mão, como aqueles de 'comemoração', foi prêmio para minha alma, foi o melhor que podia esperar, inflou meu coração com amor, inflou, Paloma!, se fiz algo por você muito mais fez por mim com seus gestos. O beijo que me jogou, a temperatura de suas mãos ultrapassaram a barreira da minha pele e se infiltraram na minha alma. E eu fiquei muito mais bonita, como vc ia adorar isso, hein?, por sua causa. E espero que você também tenha se sentido pelo menos por um momento bem assim, linda. E espero realmente que não tenha sentido que me deve algo, pois muito mais devo eu a você. Sinceramente digo, tanto pela chance de tranquilizar a alma como de poder ter estado perto de você.
Quem sabe você não seja um anjo, Paloma? Para ensinar os homens sobre a ignorância, para mudar nem ao menos que seja um idiota que perambula pelo mundo, ensinar o imbecil um pouco menos inflexível? Ou então apenas para conhecer minha alma, me tocar e me dar a certeza de que assim devo continuar, sem medo com o coração macio e leve, sensível às outras energias e necessidades de troca? Para conferir se faço o que devo, pois é importante que eu faça o que devo? Quem sabe, Paloma, quem sabe? Ninguém sabe, nem nós. Ainda.
01:51
*FNM - Land of sunshine (...) 'and life for you is a dashing, bold adventure, so sing and rejoice, sing and rejoice!'.
