quinta-feira, março 31, 2005

Entrei no clima, fiquei presa nas linhas. Presa das linhas.
O sonho do demo (24/03, a sensação de ter sido o último da jornada, já na parte da tarde)

Era uma igreja, e na nave haviam cadeiras de braço, tipo de escola, faculdade.

Eu estava sentada em uma das cadeiras, e várias pessoas do meu trabalho estavam sentadas próximas a mim.

No centro do altar estava um homem de cabelos curtos e loiros, parecia o Willy, da novela A Usurpadora, o cara que têm uma covinha mais aparente que a outra. (pisc!)

Esse cara começou a falar que era o diabo e que não tínhamos escolha, ou trabalhávamos para ele ou morte certa. E ao fundo da igreja projetavam-se várias imagens de tortura e morte, supostamente de pessoas que não haviam aceito tal proposta.

Para provar que era o diabo, ele começou a meio que se controcer, passar os braços de uma forma torta pela cabeça,pela nuca, enfim, um show de bizarrice que atestava a veracidade do que ele dizia.

Depois, uma mulher de preto, meio velha mas com os cabelos pretos ainda, meio presos, com um vestido num modelo como os que as viúvas beatas usam (definição particular), passou entre nós com umas pedrinhas rosas, como se fossem balas, e deu a cada um de nós uma.

As pedrinhas não eram uniformes, haviam umas maiores que as outras, e eu coloquei a minha num canto da boca. Aí senti que estava com uma outra bala na boca e decidi cuspir de imediato para não morder e engolir a errada. A mulher não conferia se engolíamos as pedrinhas ou não.

Tentei esconder a minha num tubo na parte inferior da cadeira de braço e um cologa do meu trampo retirou de onde eu tinha colocado e jogou no chão. Protestei que isso despertaria suspeitas se a velha retornasse para conferir e nesse momento vi várias, muitas, pedrinhas rosas no chão.

Depois disso o diabão continuou tocando o terror na igreja e todos pudemos voltar para nossas casas.

Quando eu cheguei, vi pela janela que do outro lado da avenida estavam montando um palco da Associação GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais).

Fui dormir e quando acordei, fui procurar pelo meu irmão para irmos lá novamente e meu pai disse que ele já havia ido. Eu protestei dizendo que ele devia ter me esperado, afinal eu queria tentar defendê-lo, poderia morrer no lugar dele se fosse necessário e meu pai disse apenas 'tarde demais'.

Fiquei puta da vida por ter perdido a hora. Pela janela pude ver o palco pronto. Meu irmão voltou e disse que tinha sido tudo bem, que tinha sido tudo resolvido, não me contou direito o ocorrido e eu fiquei muito mais puta ainda por ter perdido o final do meu sonho por dormir demais.

terça-feira, março 29, 2005

Hora do cigarro do capeta. À lembrança do capeta.
Última observação da noite:

- Sobrancelha fina deixa com cara de puta, putinha.

Que ódio.
Bem, vou escrever duas coisas:

- Preguiça de contar os sonhos. O do chá tá escrito e o do demo perde um detalhe a cada momento que passa. Mas poderia ser um filme. Foi um filme mental. O da Adriane foi mais complexo que apenas sexo, esse foi apenas o fim do sonho, antes rolou um monte de coisas doidas relacionadas a viagem. Para Uberland. Hahahahahaahaha's infinitos.

- Eu sou muuuuuuuuuuuuuuito vacilona, eu viajo muito. Além do golpe de azar que sofri. Esses dias entrei numa comunidade do Orkut que tem o Homer Simpson na fotinho e chama "duuuuh, fiz besteira", ou alguma outra merda do tipo. Se pans, foi no dia que fiz a besteira. Parecia até um aviso prá eu prestar atenção. Mas já era, fodeu. Nem vou relatar aqui, isso é segredo pros íntimos. Não é prá todo mundo que a gente pode admitir que é idiota.
Sem comentários, sem comentários...

segunda-feira, março 28, 2005

Ando sonhando até demais.

Tenho que escrever o sonho do demônio e o do chá narcóTTTico e admitir que eu sonhei com a Adriane Galisteu, que é uma mina que eu nem curto.

quinta-feira, março 24, 2005

Momento ranzinza (faz tempo que eu não tinha um aqui...!):

É uma merda quando eu não consigo uma coisa ou quando não consigo que alguma coisa dê certo.

Eu fico mexendo, mexendo, fazendo, fazendo, fuçando tanto que uma hora eu acabo quebrando, fodendo a coisa sem querer, só por querer (tanto!) que funcionasse.

Às vezes o que eu desejo nem terá mais utilidade, e eu não desisto até o momento que ou a coisa funciona ou não funciona nunca mais.

Eu tô falando especificamente de uma câmera digital. Mas talvez (talvez?) só espelhe um tipo de comportamento que eu tenho geralmente.

Tem gente que não admite isso nem à si mesmo. Esse lado merda. (risos, ri mesmo!)

quarta-feira, março 23, 2005

Caralho. Choveu e eu nem vi.

Tá calor e é por causa do asfalto molhado, que antes estava quente. E o calor vêm do vapor que sobe.

Gosto desse pensamento, essa idéia, essa imagem. Não sei o porquê.

segunda-feira, março 21, 2005

Considerações finais

+ Se por algum momento parecer que estou não estou feliz, aviso que estou.

+ Não saberia explicar a 'fabriqueta de cocô'.

+ O post sobre ficar puta e estar chateada tem uma leve semelhança com um pedido de desculpas?

+ Cara de cu suado (iúmidi ess) me deixa puta da vida. Mas a divagação de hoje respondeu que até isso eu poderia perdoar. Mas com a probabilidade de 'não completamente'.

+ Estava respirando e sentindo uma dor um pouco acima do peito mas está passando. Tenho que confessar que não é uma dor ruim.

+ A página 'Ciência' (é, clica!) da Folha de São Paulo de domingo me impressionou e me fez pensar muito. As três matérias valem a pena.

+ O quarto é grande. Porque meu pé sempre encontra o único copo que está no chão?

+ Amanhã vou ver 'A Usurpadora'. Muito a fim que eu sou.

+ É possível fazer a caixa do Hotmail ter 25 MB.
Sou mesmo muito estranha... além de escutar isso aleatoriamente, posso constatar pela atitudes que consigo observar além de executar...

A finalidade de reafirmar esse pensamento está na necessidade de não mais me surpreender no momento dessas constatações.

Eu desejo tudo ao mesmo tempo e desejo que tudo fosse em tempos separados, até mesmo isso eu desejo ao mesmo tempo!

Ultrapasso alguns limites, uns por prazer e outros simplesmente pela aventura, sabendo que ela pode ter um final desagradável. Mas, afinal buscado, quem sabe esperado?

Talvez simplesmente nunca queira o sossego, meus pensamentos nunca queiram andar de um trivial à outro e eu sempre queira nunca saber o que fazer. Para depois ter o que fazer ou para ver o que acontece se eu nada fizer.

Fico jogando? Com quem, comigo, com tudo, com todos? Sem ao menos perceber... Percebendo.

Nessas horas me pergunto como não ser assim. E algo sempre me sopra que é a natureza. Pelo menos é a minha.

Poderia ser agressiva, mas posso me entender como uma jogadora pacífica. Sou o tipo verdadeiro da tal 'boa pessoa', porque sou humana e expresso e porque sob alguns tipos de influência posso perdoar, quase sempre posso, e um dia poderei perdoar sempre. Totalmente!

Até este dia chegar terei que fazer isso várias vezes, neste dia ainda estarei praticando. 'Boa pessoa' porque sou arrebatada e consciente, real.

Dentro da minha loucura pessoal, sinto que essa sinceridade e essa luta pela compreensão fazem de mim no fim das contas, um melhor ser do que aquele que perdoaria qualquer coisa sem nada sentir, a tal imagem coletiva do 'bom'. E o motivo disso é que é a realidade dos verdadeiros 'humanos' é mais possível de ser e pode ser alcançada por todos.

Mas o intuito não é fazer um discurso positivamente egocêntrico. Era registrar a estranhice. Mas quando pensei em algumas coisas que andei pensando nos últimos tempos, relacionadas a atitudes com as pessoas em geral, pensei que muitas sensações, muitos sentimentos ferrenhos, normalmente os agressivos, se desvanecem muito rapidamente.

Não sei que mecanismo é esse, conheci e conheço muitas pessoas fervorosamente rancorosas, mas esse é um sentimento que eu não costumo guardar. Até a decepção pode ser alterada com um esforço médio.

Talvez ache isso estranho por parecer ter que fazer tanto esforço quando as situações se invertem, quando sou eu que tenho que dissipar essas sensações dos outros por mim. - Isso foi soprado insinuantemente pela minha mente e pensei nisso como uma 'verdade'.

Um segundo depois, me forcei a perguntar se então o que considero algo simples para as pessoas fazerem, e assim reverterem algum sentimento ruim em mim por elas, não seria algo tão complicado como considero descobrir o que fazer quando a situação se inverte.

Algo soprou que mesmo assim eu facilito.
*Ao som de Morphine.
Rebuliço na fabriqueta de cocô.
Nicotine, valium, vicarin, marijuana, ecstasy and alcohool, oh!
Co-co-co-co-co-cocaine...
Drugs...

Fico na nicotina, marijuana, talvez um ecstasy, poucos goles de álcool, quem sabe um valium... vicarin eu nunca vi e dispenso a co-co-co-co-co-caína.


*Feel Good Hit Of The Summer, QOTSA

sexta-feira, março 18, 2005

...

Muitas vezes quando eu aparento estar puta, na verdade só estou chateada.

Sem mais.

quinta-feira, março 17, 2005

Estou me sentindo como aquele pato amarelo bobo do MSN.
Tem coisas que eu definivamente não entendo...

Definitivamente...!

Parece até que fiz cagada... mas não fiz!

Que merda, minha cabeça já ficou quente e eu vou dormir pensando nisso.
Ooooooooh!

A única coisa que me deixa realmente triste por não ter mais banda larga é não poder baixar já, ontem, esse cd novo do Fantômas.

Me disseram que é um hardcore com desenho animado. O que será isso?

Li também que são 43 minutos, 30 faixas, o tema é o calendário do mês de abril e cada faixa tem o nome do dia da semana.

O álbum é ilustrado pelo desenhista mundialmente famoso Yoshitomo Nara. (quem é esse?)

Release: April, 5

Tudo o que eu escrevi pode ser conferido aqui , e um pouco mais também, além de uma faixa disponível... que eu infelizmente não vou conseguir ouvir.

terça-feira, março 15, 2005

Tem uma coisa que eu preciso escrever aqui. O por que eu não sei e não tem nada a ver. Mas é que toda hora abro um .txt que tem aqui, de uns poucos dias após o ano novo, onde anotei que tinha visto que na madruga do dia 01 de janeiro deste ano passou na televisão o filme "Priscilla, a Rainha do Deserto", que eu acho muito, muito classe.

Tem dois atores nesse filme que eu curto particularmente: aquele cara com uma napa enorme, que putz, esqueci o nome, já comentei dele, o cara que faz o papel de uma das drags que tem um filho, e o outro é o, putz, esqueci o nome dele também, é a drag mais jovem e esquentadinha. Inclusive ele fez Amnésia.

Mas não era isso que eu tinha que escrever aqui. O que eu ia escrever era que alguém entrou aqui uns dois dias depois, à partir da busca por "Priscilla, a Rainha do Deserto".

Eu falei que não tinha nada a ver. Mas eu cansei de abrir esse .txt, parecia uma maldição e agora posso deletá-lo. Pô, se anotei é porque pensei alguma coisa quando vi.
Se alguém ainda entra aqui, confira dois blogues novos na lista 'outras realidades':




Além do fotolog do pessuol do trampo:


"O Uol agradece sua ligação, tenha uma boa noite".

segunda-feira, março 14, 2005

Puxa... mas um dia...

Um dia de amor, de trabalho, de cólicas.
De sol, de chuva, de sorrisos e lágrimas.
Prazer, dor, calor e até frio.
De suco, de fanta, de pão de batata.
Beijos, abraços, impaciência.
De raios, trovões e fumaça.
19-20/01/05
01:10 am

Pré-beck

Não adiantou nada tentar dormir cedo ontem. Se deitei às duas, é bem certo que dormi só depois das cinco, os ônibus já em ação pela avenida e a claridade e o barulho me convencendo ainda mais que a tarefa de dormir seria 'árdua'.

E essas três horas entre o deitar e realmente adormecer só poderiam ser descritas como difíceis de descrever: dormindo uns minutos e acordando, girando na cama, quente, atritando... os pensamentos ebulindo e tanta consciência, que fui obrigada decidir algumas passadas futuras.
Aí, hoje não tomei um café na saída do trampo. Será que durmo?

Não tendo o que fazer, comecei a assitir meus videos incompletos. Promessas de imagens e sons bem loucos, o HD estourando e a coragem pro backup, inexistente - "tenho q terminar de arrumar os álbuns para depois copia-los" - ladainha. Parece que não acabo nunca.

Nunca tive papas na língua, nem calos nos dedos, então termino registrando uma frase que me perseguiu durante a semana, semana que não foi assim tão dura no trabalho mas também não deixou de ser cansativa: 'o dia só termina mesmo, e bem, depois de queimar um fino e me proporcionar um orgasmo'.

Bem, isso nos dias vulgares... nos dias de folga me contento (e como! até me excedo de tanto contentamento...!) com as 'nossas' risadas e as bicotas (eu gosto de escrever 'bicoootas') que me dá.

Pós-beck
1:45 am

Pensei tanta coisa.

Lembrei da cabacice no fim do ano passado de deixar o vento varrer um guardanapo com maconha, que viraria um beck e depois viraria uma loucura como essa.

Pensei que adoro ver a migração das nuvens e ando vendo com frequência. E também em uma outra coisa que não posso escrever aqui, na verdade, acho que é uma coisa que não poderia ser escrita, aqui e em lugar algum.

*Como se ao cavar encontrasse um corpo fresco e decidisse que era melhor enterra-lo novamente, deixa-lo onde estava. Por enquanto. "É fria".*

Assim são alguns pensamentos. Um dia por curiosidade a gente sempre volta para conferir melhor o corpo descoberto, morto, anônimo e desconhecido. E por consequência refletir. E, aí, poder um dia descobrir que às vezes o melhor teria sido denunciar a existência dele antes que apodrecesse tanto. "É tarde..." Não deu, não era para ter sido hoje, mas juro que não vou deixar se decompor demais.

Estava ouvindo uns barulhinhos enquanto queimava e pensei nos bichos da natureza por perto, depois pensei que dizem que é barulho de morcego, que eles gostam de coisa doce, (já devo ter escrito um nóia dessas parecida por aqui) e dá até mesmo para acreditar, já que a coisa faz 'quic quic' e quic quic é barulho de rato e morcego não é nada mais do que um rato feio com asas.

Ouvindo também o Dry as a Bone do Green River, bem legal, muito legal dentro do estilo e do que parece se propor a fazer, nao quero me aventurar a classificar, sou péssima nisso. (Passei)

Não me sinto tão louca, fumei muito menos dessa vez. É legal também, uma loucurinha agradável, mais a famosa 'luzinha' do que a verdadeira doideira. É uma confusão mental engraçada, interessante. (cansei de usar a palavra interessante quando escrevo ou falo, que sinônimo poderia usar?)

Pensei em quanta gente sem noção têm no mundo e em quantos exemplares desses andam mais ou menos por perto. 'Sem noção mala', eu digo.

Ah, sei lá, pensei em um monte de coisa e repensei várias outras.

Querem dar uma da minhas cadelas, mas eu não quero. É egoísmo meu, mas eu não gostaria. Mesmo.

E eu cansei de pensar, estou no meio da gritaria de 'Red War' do Probot. Acabou o som mas eu vou colocar um mais melodioso, como o 'My Tortured Soul' que foi o primeiro som que eu gostei do Probot quando ouvi o cd, seguido de 'Sweet Dreams'. Muito bons. Um momento mais 'menina' escolhendo esses sons. Hhahahahaa, que ridículo.

Duas e meia. Deu minha hora. Dormir ouvindo um som, obrigatórios alguns do Faith No More que estou ouvindo mais frequentemente, como 'Perfect Crime', trilha daquele filme velho com o Keanu Reeves, "Bill e Teddy"... passava na sessão da tarde...

Os outros sons são 'The world is yours', e 'The guy is in love with you', esse um som do Burt Bacharach, que é um cara classe de alguma forma, sons estranhamente classe, diga-se de passagem. Essa versão do Burt eu tenho ao vivo.

Poderia colocar também 'As the worm turns' e 'The crab song' na versão do Patton mas acho que já escutei demais. Talvez as versões originais sejam mais legais de ouvir dessa vez.

Outro som legal do Faith No more é Light Up & Let Go, faixa bônus do Album of the year japonês, mas eu não colocaria nessa lista porque a música é gritada. Tem uns momentos mais quebrados legais prá caralho. 'I wont forget you', do Greatest Hits é no mesmo esquema, vocal mais violento. 'The world is yours' começa muito violenta, me faz pensar no exército nazista, sei lá porque, e tb tem gritos, mas o Patton compensa tudo depois com a voz sexy, caralho!, que voz foda.

Bom, é isso, parar de 'falar' de música, deitar, ouvir e dormir.

Eu tava precisando disso, desse momento de lazer na madrugada, falar comigo por palavras na tela... é tao bom que eu quase não quero ir... mas daqui a pouco passa da 'hora da verdade', aquela que se vc ultrapasassa, ganha mais umas duas horas acordada de bônus, e aí é terror.

segunda-feira, março 07, 2005

Depois de tanto tempo temporariamente feliz, nada mais justo do que aceitar essa felicidade como algo forte e por que não duradouro?, que me faz superar as merdas e a dor, que me faz sorrir e torna possível a irrealidade real dos sonhos.

Entre o real e o irreal existe um limbo onde pode acontecer de tudo. É onde estou.

Junto a isso me sinto 'violentamente romântica'.

Existe um sentimento que acordou em mim, que está lá todas as manhãs ou tardes em que desperto e continua lá mesmo quando durmo.

É como se tivesse sido tocada por uma luz, a luz do ..., que faz com que me sinta um ser humano de sorte, e pelo menos neste momento, que poderia durar para sempre, com a existência ganha.

Sou tão melhor quando estou apaixonada! Agradeço por esses lindos olhos e esse lindo coração, e por ter deixado que eles se encontrassem com os meus, respectiva e alternadamente.

sábado, março 05, 2005

Entoarei um ode à folga de amanhã que já é hoje.

sexta-feira, março 04, 2005

Caralho!


Tantas formas de recomeçar isso, esse registro que para quem lê são palavras e que para mim foram e/ou são sentimentos reais, que eu não consigo me decidir por qual.

Sei que tudo isso é como uma longa carta escrita para o "eu mais velho", que certamente verá nessas palavras, que então terão deixado de ser sentimentos, uma chance de visitar as lembranças de uma fase.


Mas eu tinha que começar com um palavrão.

O tempo passa e algumas coisas não mudam jamais.

Podia começar dizendo à mim mesma, "oi, voltei, gosto dessa maneira de registrar porque a probabilidade é menor (ai, é mesmo?) de que esses se percam na bagunça da minha, sua, ops, nossa vida."

Pronto, o disse. Todas as outras formas (todas? nem consigo pensar direito em todas as formas, as coisas que não quero pensar sempre se tornam uma confusão de frases sem definição, como um emaranhado de fios que não quero desembaraçar! isso é comum?) pareceram-me clichê prá começar.