Aqui vai rolar uns textos, né? Todos os tipos de texto.
Eu escrevi um hoje, sei lá,
não é uma obra literária, mas é algo que saiu... saindo. Saca?
Cabeças pequenas, apertem o
x no alto da tela. Pessoas conscientes, podem continuar lendo. Quem têm um mínimo de cérebro não vai achar isso uma "putaria".
É algo normal, que todo mundo quer ter. Eu tive. Quem não teve não poderá jamais saber o que é exatamente o que estou falando.
E quem teve, oh, pode vir a lembrar de ter sentido algo semelhante.
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Sabe... sensação?
Sabe... orgasmo?
Sabe... satisfação?
Há duas semanas não o tenho mais... há mais de duas semanas não o tenho... nunca mais o terei.
Eu esqueci das sensações... efeito das drogas? Assexualidade? Eu?
Trabalhando, lembrei que porra é essa de orgasmo... e lembrei há quanto não sentia um... e lembrei da última vez que o senti.
Me forcei a sentir, me forcei a pensar, a lembrar, a agir... desta vez só.
Me masturbei. Deliciosamente me masturbei por baixo da mesa de trabalho... saia puxada para cima, calcinha puxada para o lado, dedos hábeis e sensíveis, massagem. Pensei na minha última manhã agradável com ele. Sentia dores, estava menstruada, acordamos, e aquele corpo do meu lado, inerte, me atraiu, me acendeu.
Virei de costas para ele, senti o peito em minhas costas, as pernas quentes, a barriga... seu pênis, já dando sinais de vida dentro da cueca samba-canção. Meu corpo encaixado, mas não totalmente, no dele. Aquele músculo quente, endurecendo, fervendo, cutucando minhas nádegas.
Me toquei, ele percebeu, confirmou, começou a se tocar também, deliciosamente rápido e forte, como se nem tivesse acabado de acordar. A cabeça do seu pênis roçando em minhas nádegas, enquanto eu me mexia lânguida, sentindo sua respiração no meu pescoço. Mil vezes virei minha cabeça, e mil vezes o beijei na boca. E mil vezes ele virou minha cabeça...
Ele pediu para entrar em mim, pediu que nos encaixássemos da forma mais íntima que duas pessoas podem se encaixar. Eu neguei, dor, sangue... não deveria... ele pediu de novo... neguei até o fim, até sentir o jato quente de vida na minha bunda, sentindo-o pressionar meu corpo contra o dele, e o escutar sussurrar coisas delicadas no meu ouvido.
Foi nisso que eu pensei quando cheguei no climax, sozinha, meus dedinhos mexendo no meu botão de liga, que depois não desliga mais... a não ser com a distância e com o tempo.
Eu senti algo... muito bom, mas bom de verdade. Eu quase não consegui me controlar, a sensação foi muito forte... eu praticamente já havia me desacostumado.. ou melhor, desde aquele dia já havia parado de pensar nisso. Desacostumar. Nem é tão difícil para mim. Na verdade é relativamente fácil.
Mas o que foi essa sensação sem a "outra"? Foi como um ótimo livro sem a última página, um mp3 cortado, um filme sem final. Decepcionante. Sufocante.
O sexo para mim não é mais uma peça que possa ser vendida separadamente... tenho medo de chorar de tristeza durante minha próxima relação sexual, na hora que constatar as diferenças e ver que se mesmo com ele as vezes já era difícil sentir, por travas internas, de auto aceitação, com outra pessoa será ainda mais difícil.
Chorar por causa do cheiro diferente, ou do peso, ou dos olhos... do rosto, da motivação, do esforço, da voz, do companheirismo. Aquela coisa que parece fraternal e ainda tem muito mais.
Não queria... mas estou quase chorando.