sábado, dezembro 31, 2005

Compilação

Não dei as caras por aqui, é verdade.

Novos começos a cada dia e preocupações mais vicerais tomaram conta de mim nesses últimos meses do ano, principalmente agora, em dezembro.

As dores de cabeça se foram e inchaços e dores nos nervos apareceram. Socos, cabeçadas e pontapés internos, cada vez mais fortes, atestam que há vida aqui dentro, e parece que vai muito bem, obrigada.

A menina ainda não tem um nome definido, mas há idéias de como a chamaremos para o resto da vida além de 'coisinha linda da mamãe' (e do papai, e da vovó...).

Inclusive a garotinha já dá mostras de ser arteira pois me chuta o dia todo e quando vou mostrar essas peripécias para alguém, ela simplesmente pára e se comporta, como se não estivesse fazendo nada.

É, minha nova família está em construção, formação clássica: eu, marido e filha. Caso-me dia 7 de janeiro. Espanto? Incrível mas é verdade. E maravilhoso também. É um momento feliz, não alegre, feliz!, da minha vida.

Já a busca por um lugar para morar, espero que esteja encerrada. Está praticamente escolhido onde queremos morar, só falta completar os trâmites necessários e juntar as coisas para dispô-las nesse novo lar que fica a menos de 5 minutos do meu lar atual e minha primeira família. Até a Dúnia terá seu lugar nessa nova casa.
A barriga cresce dia após dia e algumas tarefas já se tornam um pouco difíceis, como vestir uma calça ou calcinha, calçar meias e tênis, abaixar para pegar algo ou levantar sem o apoio dos braços e mãos. Ou até mesmo fazer amor, ou sexo, como preferirem. Mas como diz o ditado (ainda odeio ditados) para tudo há jeito, menos para a morte.
A família toda está feliz e empolgada com essa nova presença, e a mim, além da felicidade, cabe também um pouco do medo da responsabilidade que é cuidar de uma pessoazinha dependente. Essa que espero que me ame a vida toda, como a amo desde já.
Engordei quilos demais porém não consigo enxergar onde estão. Já ultrapassei a quantidade esperada numa gravidez e agora vêm a fase onde a beboa ganha massa em seu corpinho. E não consigo parar de pensar em comer. E para dizer a verdade, tampouco estou tentando.
Nesse fim de ano não há música para postar. Estou um pouco longe dos sons, um pouco longe de tudo, virada para dentro, na expectativa do parir. Eu que sempre fui, e creio que sempre serei, ansiosa, não posso me livrar dessa sensação que não deixa de ser tensa, esse desejo de que ela seja perfeita, possa usar todos seus membros e viver com todos seus sentidos funcionando plenamente. Mas só posso pensar positivo.
Por enquanto não consigo pensar em nada mais, só nela. Estou apaixonada por alguém que só vi pelo ultrassom, como se fosse uma webcam.
Apesar de estar chata, acho que nunca estive tão pura. E é com esse sentimento que me despeço desse ano. Mais um 'ano novo' com ele, mas dessa vez, ao invés de dois, somos três, somos um.
Tudo de bom para todos.