*pt. 2 - Sábado*
Acordei com a Lisa no telefone. Tínhamos combinado com um amigo que ela conheceu na net de nos encontramos no "escadão". Cheguei atrasada (para variar), e não havia ninguém lá.
Sentei-me para fumar um cigarro e uma garota com uns olhões enormes, azuis, me pediu um cigarro. Tirei o maço do bolso, mostrei, estava todo amassado, escroto e perguntei a ela se ela realmente queria fumar um daqueles. Ela riu e eu disse que não era "de bêbado", mas que tinha dormido em cima dele. Ela perguntou o que eu fazia ali, e me disse que estava tentando transferência para a minha faculdade, pois ela esteve antes estudando em Washington. Fazia o mesmo curso que eu faço.
Depois disso, me chamou para sentar com uma amiga, e começamos a conversar de diversos assuntos. O namorado dessa garota, Germana, chegou, e nos despedimos afavelmente. Deixou-me na escada com a outra garota, que iniciou então uma conversa comigo, pois até então havia mantido-se calada. Menina legal essa Lilian! Concluiu jornalismo na Cásper no ano passado, e agora faz filosofia na USP (!!!). Conversamos sobre várias coisas "densas" e ela me convidou a ir ver algumas aulas agora em janeiro na USP. Enfim, chegou a Lisa (que eu achava que nem apareceria mais) e a garota foi embora.
Lisa e eu comemos porcaria, batemos altos papos e fumamos um fino que me abalou a ponto de eu ter que voltar a minha casa antes de ir para a casa da minha tia, no aniversário dela.
Quando cheguei na casa de minha tia, minha mãe já me acusou de estar "bem-louca" (odeio quando ela faz isso!). A família toda já estava indo embora, cheguei meio tarde. Inclusive tem um lado dos parentes que é extremamente metido e fútil, e uma priminha, de 22 anos, que acabou de fazer uma lipo, e quase se estropiou, mas não cansou de falar sobre os benefícios. Estava com um vestido de noite, que mais parecia uma camisola, e onde todos podíamos ver cada detalhes de sua lingerie, que devia ser cara, claro. E eu lá, com meu estilo "doida-maluca-moderninha-provavelmente bissexual": calças largas, blusa certinha, sem soutien, calcinha velha, peitos pontudos, cabelo trançado, tatuagem aparecendo... e toda a galera da família prefere essa meu jeito largadão!
Minha mãe, cara de pau como é, e odiando essas demonstrações de futilidade, lançou um "a Mári tb fez uma lipo. Olha como está magra...". Porra, eu sou magérrima por natureza. Foi muito provocativo. Às vezes me surpreendo com minha mãe. E descubro de onde saiu um pouco da minha "acidez".
Saí de lá, antes da meia-noite e fiquei pensando que a noite estava linda demais para ir para casa. Tentei falar com uns amigos, mas não os encontrei em casa. Estava cansadíssima. Mas não é sempre que a noite está aparentemente tão linda. Decidi fazer uma balada comigo mesma.
Estava com o Crime e Castigo na mão, meu R.G. estropiado, uns dois becks no bolso e um maço de cigarros... que mais eu precisava?? Me convenci a dar uma volta, internamente sabia que e ia encontrar/conhecer alguém, e que o rolê não seria furado.
Descendo a rua em direção à "minha praça", trombei um rapazinho que conheci em 99. Ele estava parado, na frente de um prédio. Me aproximei e conversamos. Ele me disse estar esperando uma garota, e eu os convidei para fumar um. Aceitaram, fomos para a praça. Ele lembrou de um papo que tivemos há muito tempo e perguntou se eu havia mudado de opinião em relação a afirmar que "por natureza" todas as pessoas são bissexuais. Disse que contuava crendo nisso e entramos em papos louquíssimos sobre o mundo. A amiga/namorada dele manteve-se calada a maior parte do tempo, mas quando falava, era maravilhosa. Depois de saber que eu era bi, passou a me olhar com curiosidade e timidez. Foi estranho.
Foram embora e fiquei com meu namorado, o livro. Ficamos mais de hora lá, li muitas páginas, como há tempos não fazia. Decidi então voltar para casa, eram mais de 2 horas da manhã, quando encontrei outro amigo na minha rua: um garoto que eu conheço desde os 7 anos, foi por muito tempo melhor amigo do meu irmão. Hoje em dia, toma E's prá caralho e está muito maior do que eu. É... o tempo passa...
Ele estava com uma garotinha e um menino, e ficamos batendo um papo. Os dois amigos dele estavam super a fim de fumar, então dei os belôs que tinham e conseguiam bolar um fino, não sei como. E ficaram mó felizes. A garotinha me chamou para ir ao banheiro com ela, e começou com uns papos meio estranhos, que tratei logo de desbaratinar. Afe.
Voltei para casa, 4 a.m. , me joguei novamente na cama e acordei 13 horas depois.
Acordei com a Lisa no telefone. Tínhamos combinado com um amigo que ela conheceu na net de nos encontramos no "escadão". Cheguei atrasada (para variar), e não havia ninguém lá.
Sentei-me para fumar um cigarro e uma garota com uns olhões enormes, azuis, me pediu um cigarro. Tirei o maço do bolso, mostrei, estava todo amassado, escroto e perguntei a ela se ela realmente queria fumar um daqueles. Ela riu e eu disse que não era "de bêbado", mas que tinha dormido em cima dele. Ela perguntou o que eu fazia ali, e me disse que estava tentando transferência para a minha faculdade, pois ela esteve antes estudando em Washington. Fazia o mesmo curso que eu faço.
Depois disso, me chamou para sentar com uma amiga, e começamos a conversar de diversos assuntos. O namorado dessa garota, Germana, chegou, e nos despedimos afavelmente. Deixou-me na escada com a outra garota, que iniciou então uma conversa comigo, pois até então havia mantido-se calada. Menina legal essa Lilian! Concluiu jornalismo na Cásper no ano passado, e agora faz filosofia na USP (!!!). Conversamos sobre várias coisas "densas" e ela me convidou a ir ver algumas aulas agora em janeiro na USP. Enfim, chegou a Lisa (que eu achava que nem apareceria mais) e a garota foi embora.
Lisa e eu comemos porcaria, batemos altos papos e fumamos um fino que me abalou a ponto de eu ter que voltar a minha casa antes de ir para a casa da minha tia, no aniversário dela.
Quando cheguei na casa de minha tia, minha mãe já me acusou de estar "bem-louca" (odeio quando ela faz isso!). A família toda já estava indo embora, cheguei meio tarde. Inclusive tem um lado dos parentes que é extremamente metido e fútil, e uma priminha, de 22 anos, que acabou de fazer uma lipo, e quase se estropiou, mas não cansou de falar sobre os benefícios. Estava com um vestido de noite, que mais parecia uma camisola, e onde todos podíamos ver cada detalhes de sua lingerie, que devia ser cara, claro. E eu lá, com meu estilo "doida-maluca-moderninha-provavelmente bissexual": calças largas, blusa certinha, sem soutien, calcinha velha, peitos pontudos, cabelo trançado, tatuagem aparecendo... e toda a galera da família prefere essa meu jeito largadão!
Minha mãe, cara de pau como é, e odiando essas demonstrações de futilidade, lançou um "a Mári tb fez uma lipo. Olha como está magra...". Porra, eu sou magérrima por natureza. Foi muito provocativo. Às vezes me surpreendo com minha mãe. E descubro de onde saiu um pouco da minha "acidez".
Saí de lá, antes da meia-noite e fiquei pensando que a noite estava linda demais para ir para casa. Tentei falar com uns amigos, mas não os encontrei em casa. Estava cansadíssima. Mas não é sempre que a noite está aparentemente tão linda. Decidi fazer uma balada comigo mesma.
Estava com o Crime e Castigo na mão, meu R.G. estropiado, uns dois becks no bolso e um maço de cigarros... que mais eu precisava?? Me convenci a dar uma volta, internamente sabia que e ia encontrar/conhecer alguém, e que o rolê não seria furado.
Descendo a rua em direção à "minha praça", trombei um rapazinho que conheci em 99. Ele estava parado, na frente de um prédio. Me aproximei e conversamos. Ele me disse estar esperando uma garota, e eu os convidei para fumar um. Aceitaram, fomos para a praça. Ele lembrou de um papo que tivemos há muito tempo e perguntou se eu havia mudado de opinião em relação a afirmar que "por natureza" todas as pessoas são bissexuais. Disse que contuava crendo nisso e entramos em papos louquíssimos sobre o mundo. A amiga/namorada dele manteve-se calada a maior parte do tempo, mas quando falava, era maravilhosa. Depois de saber que eu era bi, passou a me olhar com curiosidade e timidez. Foi estranho.
Foram embora e fiquei com meu namorado, o livro. Ficamos mais de hora lá, li muitas páginas, como há tempos não fazia. Decidi então voltar para casa, eram mais de 2 horas da manhã, quando encontrei outro amigo na minha rua: um garoto que eu conheço desde os 7 anos, foi por muito tempo melhor amigo do meu irmão. Hoje em dia, toma E's prá caralho e está muito maior do que eu. É... o tempo passa...
Ele estava com uma garotinha e um menino, e ficamos batendo um papo. Os dois amigos dele estavam super a fim de fumar, então dei os belôs que tinham e conseguiam bolar um fino, não sei como. E ficaram mó felizes. A garotinha me chamou para ir ao banheiro com ela, e começou com uns papos meio estranhos, que tratei logo de desbaratinar. Afe.
Voltei para casa, 4 a.m. , me joguei novamente na cama e acordei 13 horas depois.

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