Passei o fim de semana comigo, acredito que posso dizer assim.
Apesar de ter encontrado algumas pessoas, alguns amigos, considerei que estava comigo mesma. E só. Fui minha companhia. E bem agradável por sinal. Afinal todas as sugestões que dei a mim, foram aceitas sem contestações.
Estou com uma aura que atrai as pessoas. Não é metideza. É constatação. Fui abordada por diversas pessoas na rua, desconhecidas, e isso é legal.
Da última vez que fiquei "só", isso acontecia direto também. Começo (começo?) a perceber que quando estou "comprometida" eu paro de emitir a energia que carrego em mim, e acabo não conhecendo ninguém. Inconscientemente me fecho, travo esse canal, inexplicavelmente. Talvez por desenvolver o senso de que não preciso de mais nada de ninguém tendo em "exagero" tudo o que uma pessoa pode me dar, dar a alguém. Com certeza é inconsciente, porque continuo precisando de outras coisas que estão em outras pessoas. É tudo muito estranho.
Só sei que isso muda sempre que estou só, guardando tudo aquilo de bom por não ter para quem dar, ou não querer dar para ninguém no momento.
*Diariozinho - pt.1 - sexta-feira*
Na sexta-feira eu tinha planos com pessoas, que acabou não rolando, mas nem por isso foi mal. Chegou na hora, nem eu estava muito a fim mais... ando meio inconstante. Mas o lance é que eu estava a fim até as outras pessoas começarem a dar mostras de que não estavam muito mais. Então, ativei o "anti-frustrante". Passei a não me importar mais se iríamos concretizar ou não.
Um lance legal de sexta-feira: foi meu dia de contato comigo mesma. Com a chuva. Várias vezes. Eu sempre amei a chuva, mas parece que me deixei contaminar pelo senso geral de que ela atrapalha. devo ter assimilado isso em "conversas de elevador".
Na saída do trabalho, queimei um na chuva com meu amiguinho, e fomos triloucos para a escola. Foi bem gostoso. E depois acabei fazendo prova de história, meio chapada. Prá variar, deu tudo certo.
Saí da faculdade com as duas amigas que me acompanhariam no semi-rolê (fumar um comemorativo das fim de aulas), e ficamos aguardando na faixa para atravessara rua em direção ao bar. Algumas gotas começaram repentinamente a cair. Na animação, fizemos um escândalo na rua, brincando, gritando "abre sinal do caraaaalho", enfim, "diversões adolescente-eufóricas" (não foi para menos... fim de aula foi tuuuudo de bom).
De repente, o semáforo abriu. E a torneira do céu também. Ao mesmo tempo. Começou a chover demais. Corremos doidas, felizes, gritando, toda aquela água suja caindo do céu, mas que nem por isso, deixava de ser um espetáculo. Por tudo, pela chuva em si, pela alegria... não sei. A chuva acentua meu estado de espírito, tanto negativamente como positivamente.
Encontrei um primo que já foi como irmão para mim... é uns 40 dias mais velho que eu, o que não o impede de troçar, me chamando de "criança", principalmente depois que ele faz aniversário. Curto ele prá caralho, hoje em dia é muito legal tê-lo como camarada. Não nos vemos muito, mas é legal toda vez que nos encontramos. Tomamos uma brejas juntos... mó classe. (apesar de eu não costumar beber)
Conheci um rapazinho na fila do banheiro. Sossegada, cantando alto, o cara parou atrás de mim, fez um comentário típico de "fila de banheiro" e de repente estávamos falando de música. O cara é de Curitiba, modelinho, tava aqui tirando umas fotos, sei lá. Conheci o maquiador do cara, mil coisas. O cara pareceu interessado em mim. Quem me viu, sabe: não sou bonita. E o cara poderia ficar com qualquer outra pelega do bar, mas parecia amarradão (hahaha) em mim. No fim, fomos ele, uma amiga e eu fumar um na "rua do beck". Foi bem legal. Dei uma volta com o cara depois e fui para minha casa, 3 e tanto da manhã, andando bem louca, sacando, curtindo. Conclusão: defitivamente não gosto de caras "bonitos", "loirinhos de olhos azuis".
No caminho de casa, quilômetros, fiquei pensando nas mensagens subliminares do percurso. Bem a frente tinha um outdoor da peça "Monólogos da Vagina" e a palavra "vagina" muuuuuito grande, maior do que tudo o que eu podia enxergar. Mais para baixo o letreiro: "droga verde". Hehehe, dispensa comentários. O banco Itaú, pensamentos "itáu" (talvez essa só eu tenha entendido, hahahaha). Tinham mais coisas, mas a leseira leva alguns detalhes.
3:30 am: Chuva. Estava a 3 passos de casa e pensei: "que sorte". Repensei e "por que não tomar essa chuva linda? Estou a 3 passos de casa mesmo...". Voltei-me, comecei a caminhar rua abaixo, as gotas grandonas, gordonas, caindo, eu podendo divisar cada uma delas, de tão cheias, brilhantes. A luz da rua ajudou no efeito, eu podia mesmo ver cada uma das gotas. Subi e desci a rua repetidas vezes. A roupa já colava ao meu corpo, ambos encharcados. Parei no meio da rua, e deixei-me sentir. Estava tão quente, tão prazeroso. Como um orgasmo. (Eu sinto diversos tipos dele, absolutamente não acredito ser resultado apenas de atos sexuais.)
Foi maravilhoso. Não tenho palavras para descrever. Fiquei mais de meia hora, até a chuva enfraquecer demais. Pirando, só, sentindo, pensando.
Cheguei, tirei as roupas molhadas, joguei-me nos braços de Morpheu. E acordei 12 horas depois.
Apesar de ter encontrado algumas pessoas, alguns amigos, considerei que estava comigo mesma. E só. Fui minha companhia. E bem agradável por sinal. Afinal todas as sugestões que dei a mim, foram aceitas sem contestações.
Estou com uma aura que atrai as pessoas. Não é metideza. É constatação. Fui abordada por diversas pessoas na rua, desconhecidas, e isso é legal.
Da última vez que fiquei "só", isso acontecia direto também. Começo (começo?) a perceber que quando estou "comprometida" eu paro de emitir a energia que carrego em mim, e acabo não conhecendo ninguém. Inconscientemente me fecho, travo esse canal, inexplicavelmente. Talvez por desenvolver o senso de que não preciso de mais nada de ninguém tendo em "exagero" tudo o que uma pessoa pode me dar, dar a alguém. Com certeza é inconsciente, porque continuo precisando de outras coisas que estão em outras pessoas. É tudo muito estranho.
Só sei que isso muda sempre que estou só, guardando tudo aquilo de bom por não ter para quem dar, ou não querer dar para ninguém no momento.
*Diariozinho - pt.1 - sexta-feira*
Na sexta-feira eu tinha planos com pessoas, que acabou não rolando, mas nem por isso foi mal. Chegou na hora, nem eu estava muito a fim mais... ando meio inconstante. Mas o lance é que eu estava a fim até as outras pessoas começarem a dar mostras de que não estavam muito mais. Então, ativei o "anti-frustrante". Passei a não me importar mais se iríamos concretizar ou não.
Um lance legal de sexta-feira: foi meu dia de contato comigo mesma. Com a chuva. Várias vezes. Eu sempre amei a chuva, mas parece que me deixei contaminar pelo senso geral de que ela atrapalha. devo ter assimilado isso em "conversas de elevador".
Na saída do trabalho, queimei um na chuva com meu amiguinho, e fomos triloucos para a escola. Foi bem gostoso. E depois acabei fazendo prova de história, meio chapada. Prá variar, deu tudo certo.
Saí da faculdade com as duas amigas que me acompanhariam no semi-rolê (fumar um comemorativo das fim de aulas), e ficamos aguardando na faixa para atravessara rua em direção ao bar. Algumas gotas começaram repentinamente a cair. Na animação, fizemos um escândalo na rua, brincando, gritando "abre sinal do caraaaalho", enfim, "diversões adolescente-eufóricas" (não foi para menos... fim de aula foi tuuuudo de bom).
De repente, o semáforo abriu. E a torneira do céu também. Ao mesmo tempo. Começou a chover demais. Corremos doidas, felizes, gritando, toda aquela água suja caindo do céu, mas que nem por isso, deixava de ser um espetáculo. Por tudo, pela chuva em si, pela alegria... não sei. A chuva acentua meu estado de espírito, tanto negativamente como positivamente.
Encontrei um primo que já foi como irmão para mim... é uns 40 dias mais velho que eu, o que não o impede de troçar, me chamando de "criança", principalmente depois que ele faz aniversário. Curto ele prá caralho, hoje em dia é muito legal tê-lo como camarada. Não nos vemos muito, mas é legal toda vez que nos encontramos. Tomamos uma brejas juntos... mó classe. (apesar de eu não costumar beber)
Conheci um rapazinho na fila do banheiro. Sossegada, cantando alto, o cara parou atrás de mim, fez um comentário típico de "fila de banheiro" e de repente estávamos falando de música. O cara é de Curitiba, modelinho, tava aqui tirando umas fotos, sei lá. Conheci o maquiador do cara, mil coisas. O cara pareceu interessado em mim. Quem me viu, sabe: não sou bonita. E o cara poderia ficar com qualquer outra pelega do bar, mas parecia amarradão (hahaha) em mim. No fim, fomos ele, uma amiga e eu fumar um na "rua do beck". Foi bem legal. Dei uma volta com o cara depois e fui para minha casa, 3 e tanto da manhã, andando bem louca, sacando, curtindo. Conclusão: defitivamente não gosto de caras "bonitos", "loirinhos de olhos azuis".
No caminho de casa, quilômetros, fiquei pensando nas mensagens subliminares do percurso. Bem a frente tinha um outdoor da peça "Monólogos da Vagina" e a palavra "vagina" muuuuuito grande, maior do que tudo o que eu podia enxergar. Mais para baixo o letreiro: "droga verde". Hehehe, dispensa comentários. O banco Itaú, pensamentos "itáu" (talvez essa só eu tenha entendido, hahahaha). Tinham mais coisas, mas a leseira leva alguns detalhes.
3:30 am: Chuva. Estava a 3 passos de casa e pensei: "que sorte". Repensei e "por que não tomar essa chuva linda? Estou a 3 passos de casa mesmo...". Voltei-me, comecei a caminhar rua abaixo, as gotas grandonas, gordonas, caindo, eu podendo divisar cada uma delas, de tão cheias, brilhantes. A luz da rua ajudou no efeito, eu podia mesmo ver cada uma das gotas. Subi e desci a rua repetidas vezes. A roupa já colava ao meu corpo, ambos encharcados. Parei no meio da rua, e deixei-me sentir. Estava tão quente, tão prazeroso. Como um orgasmo. (Eu sinto diversos tipos dele, absolutamente não acredito ser resultado apenas de atos sexuais.)
Foi maravilhoso. Não tenho palavras para descrever. Fiquei mais de meia hora, até a chuva enfraquecer demais. Pirando, só, sentindo, pensando.
Cheguei, tirei as roupas molhadas, joguei-me nos braços de Morpheu. E acordei 12 horas depois.

<< Página inicial