sexta-feira, dezembro 06, 2002

05/12/02 - Metrô - 19:53
RESFRIADO - CANETA - PAPEL - CARA DE LOUCA - VAZIO


"Nuguns" na cabeça: "Patipararará patiparárarará" ou "titicundumdumdum titicumdumdumdumdum". Muito legal! Pô!

Sabe quando um dia não parece estar existindo de verdade? Quando parece um sonho? Então, foi/está sendo hoje. Tive uns sonhos essa noite e pareciam que estavam acontencendo de verdade. Lembro de um monte de pessoas. E tinham associações com coisas da "realidade".

Sei lá. Me sinto nula hoje, vazia, mas vazia de verdade, até dos pensamentos. Sem os normais pensamentos sobre o vazio. Enfim, vaziíssima. Estranho até. Fraqueza. "Não plena". Quase nada. Apesar de saber que existo por ver as pessoas se dirigirem a mim, sinto-me inexistente. Não me sinto.

Estou tentando ser o mais crua que posso, deixando o sentimento guiar a palavra que vai se formar para expressar o mais próximo possível do que ele realmente é.

Ouvindo vozes aos montes, levanto a cabeça e, olhos aos montes. Mãos. (estou sentada do lado da porta, onde há os canos de proteção)

Desci do trem.