segunda-feira, setembro 13, 2004

Tive uns sonhos muito muito loucos na manhã de domingo... um eu não consigo lembrar de jeito nenhum, só sei que quando acordei pensei que tinha gostado de ter sonhado aquilo, que tinha sido bom, como se eu tivesse sacado algo que era importante. Justamente esse foi o que eu esqueci. Hahaha, minha cara.

Já o outro, era um sonho onde eu estava presa, tipo numa casa de detenção de menores (risos), e eu já tinha fugido uma vez, me aproveitando do esquema que usei novamente: quando a porta da garagem abrisse, eu sairia correndo. E foi institivo... logo que a vi levantar corri, pulei meio por cima do carro (que era vermelho), subi no capô e saí correndo, não sem antes passar em frente a janela dos vigias, que no ato começaram a gritar. (Olha que curioso, no sonho eu tava com uma camiseta da faculdade que eu tenho e uso prá dormir.)

Comecei a correr e fiz que ia virar para o mesmo lado para o qual tinha fugido da primeira vez (no sonho eu tinha essa memória, da fuga anterior) mas virei para o lado oposto... e corri, corri... lembro que estava descalça e sentia perfeitamente o tap! tap! bruto dos meus pés no asfalto.

Entrei em uma casa que estava aberta, subi as escadas (tinha um bicho de pelúcia atirado nos degraus) e deparei-me com um cara. O lugar era muuuito sinistro, mas muito mesmo, com uns panos negros pendurados por um gancho no teto e algumas pessoas por trás deles, o tecido contornando seus corpos... e então o tal cara perguntou o que eu iria consumir, e o jeito que ele perguntou deu a entender que seria uma casa de lanches (?!). Pedi, com a voz de quem está assustado ou devendo algo, que ele se aproximasse. Nesse momento, o perdi das minhas mãos. Ele ficou desconfiado e começou a se afastar em direção a escada. Eu percebi e comecei a pedir por favor que ele ficasse quieto, que estavam me perseguindo, que eu não tinha feito nada... mas eu estava molamba, descalça, com a voz trêmula... quando ele olhou para baixo na escada, supostamente viu meus perseguidores, pois gritou "está aqui". Nesse momento, perguntei se não tinha outra saída, me desesperei, e ele me apontou uma escada na outra extremidade. Quando olhei para baixo, vi o mesmo bicho de pelúcia jogado nos degraus e então virei-me para ele e disse que a escada era a mesma pela qual eu havia subido.

Desesperada, desci assim mesmo, e consegui passar correndo por um bando de pessoas que estava na parte de baixo da tal casa. Corri, e pulei um muro... comecei a correr e pular muros, tentando confundir a direção, até que passei a andar em cima do muro, onde eu podia enxergar tudo, inclusive um trem chegando, que parecia estar muito longe, muito lá embaixo, sendo que o muro nem era tão alto.

Decidi pegar um ônibus e pulei na rua apenas no momento em que o ônibus estava quase na minha frente. Subi, e tinha uma cobradora, e eu disse que queriam me estuprar, então pedi que se alguém parasse o ônibus e perguntasse por mim, que ela não dissesse nada, e fui me esconder debaixo nos bancos dianteiros, os altos. Ela me olhou com uma cara desconfiada e eu disse que tinha dinheiro para pagar a passagem. Só assim ela se acalmou e consentiu. Eu não tinha um centavo. Olha só, o ônibus que eu peguei passou em frente à casa da escada, da qual eu havia escapado e pude ver fragmentos da cena abaixada no ônibus. Via também as placas passando e nomes desconhecidos. Não sabia onde estava, nem para onde estava indo, então muito menos como ir. Então, acordei.