30-31/03/04 - terça/quarta
Engraçado.
Eu lendo um livro rotulado como de "auto ajuda".
Me faz pensar nesse fato em específico, além dos 'toques' do livro.
Aceitei-o por indicação... o tema são as 'carícias'.
E as básicas perguntas: "em que acredita? Em que? E no amor?"
E toda single vez que deixo que essa pergunta passe de retórica para exploratória me deparo com a primeira resposta básica, que se contestada, mostra o quanto é absurda.
Lá vamos nós por uma porta que eu não queria, mas precisava abrir.
É como se fosse de um cômodo escuro, extremamente desorganizado, cheio de teias e lembranças de um passado caro. Tem tantos objetos que eu não queria olhar...!, belos ou de extremo mau gosto, alguns intactos, outros verdadeiramente arruinados...
A fechadura parece quebrada, ou melhor, é como se houvesse uma chave quebrada dentro dela.
Há dias tento abri-la, mas parecia-me impossível. Será hoje?
???????
*Nhéééé.... (onomatopéia de um abrir de porta não lubrificada...)
- Entre comigo, por favor? Tenho medo de entrar só. Olhe bem pra o ambiente e me explique, relate-me o que há dentro dele, pois além da escuridão dentro deste quarto, há a névoa em meus olhos que me impede de identificar o que realmente me resta de dentro desse lugar. O que você vê?
- Vejo cacos.
- Mas como são? Muitos, poucos, grandes ou pequenos... quantos?!?!
- Está escuro mesmo. Não há como dizer-lhe exatamente, não há como contá-los todos sem segurá-los e isso poderia cortar minhas mãos... e não fui eu quem quebrei...
- Quebram sozinhos!
- Todos?
- ...
- Mentira...
- Mentira?! (pausa) É... verdade... apenas alguns foram quebrados por nós, conscientemente...
- Menos mal, mas e os outros?
- Se fomos nós, garanto-lhe que nem percebemos no momento em que isso ocorreu...
- Ah!, mas não retira então a responsabilidade do fato de que possam estar envolvidos na maioria das quebras?
- ...É, é... não.
- Estou gostando de extorquir sua sinceridade...
- Se você vê assim... extorquir... eu vejo como um jogo meu para saber o quanto você realmente pode estar interessado em me dizer o que há aqui dentro.
- Jogando? Comigo? Pede minha ajuda e...
- (interrompendo) Preciso saber se você realmente vai me ajudar, só isso.
- Putz, mas que merda. Não precisa desses artifícios comigo.
- Desculpe, mas eu preciso. Você já se enganou antes, mesmo quando este quarto era iluminado.
- Não dá para acertar sempre.
Engraçado.
Eu lendo um livro rotulado como de "auto ajuda".
Me faz pensar nesse fato em específico, além dos 'toques' do livro.
Aceitei-o por indicação... o tema são as 'carícias'.
E as básicas perguntas: "em que acredita? Em que? E no amor?"
E toda single vez que deixo que essa pergunta passe de retórica para exploratória me deparo com a primeira resposta básica, que se contestada, mostra o quanto é absurda.
Lá vamos nós por uma porta que eu não queria, mas precisava abrir.
É como se fosse de um cômodo escuro, extremamente desorganizado, cheio de teias e lembranças de um passado caro. Tem tantos objetos que eu não queria olhar...!, belos ou de extremo mau gosto, alguns intactos, outros verdadeiramente arruinados...
A fechadura parece quebrada, ou melhor, é como se houvesse uma chave quebrada dentro dela.
Há dias tento abri-la, mas parecia-me impossível. Será hoje?
???????
*Nhéééé.... (onomatopéia de um abrir de porta não lubrificada...)
- Entre comigo, por favor? Tenho medo de entrar só. Olhe bem pra o ambiente e me explique, relate-me o que há dentro dele, pois além da escuridão dentro deste quarto, há a névoa em meus olhos que me impede de identificar o que realmente me resta de dentro desse lugar. O que você vê?
- Vejo cacos.
- Mas como são? Muitos, poucos, grandes ou pequenos... quantos?!?!
- Está escuro mesmo. Não há como dizer-lhe exatamente, não há como contá-los todos sem segurá-los e isso poderia cortar minhas mãos... e não fui eu quem quebrei...
- Quebram sozinhos!
- Todos?
- ...
- Mentira...
- Mentira?! (pausa) É... verdade... apenas alguns foram quebrados por nós, conscientemente...
- Menos mal, mas e os outros?
- Se fomos nós, garanto-lhe que nem percebemos no momento em que isso ocorreu...
- Ah!, mas não retira então a responsabilidade do fato de que possam estar envolvidos na maioria das quebras?
- ...É, é... não.
- Estou gostando de extorquir sua sinceridade...
- Se você vê assim... extorquir... eu vejo como um jogo meu para saber o quanto você realmente pode estar interessado em me dizer o que há aqui dentro.
- Jogando? Comigo? Pede minha ajuda e...
- (interrompendo) Preciso saber se você realmente vai me ajudar, só isso.
- Putz, mas que merda. Não precisa desses artifícios comigo.
- Desculpe, mas eu preciso. Você já se enganou antes, mesmo quando este quarto era iluminado.
- Não dá para acertar sempre.

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