quarta-feira, setembro 17, 2003

O prometido texto vééééio.

Depois tem outro.




|| Pause (para "despausar")

Domingo a tarde. Aliás, esse Domingo está me rendendo uma infinidade de coisas. Acordei cedo, meio-dia. Escutei músicas, almocei, li livros... aqueles "para gostar de ler..." que ficaram encostados na estante do quartinho da área de serviços e que são muito bons.

Fumei uns Marlboro Lights, que eu comprei Sexta-feira, só porque a Lisa prefere e estava com vontade de fumar.

Pensei na minha vida, escrevi aquela viagem... tô voltando a escrever... não sei... só sei que escrevo sem erros gramaticais, se escrevo bem ou não é relativo, e tampouco importa.

Depois de uma "boa masturbada" de domingo a tarde ("óóóóohhhhh"... ah! Vão me dizer que vocês não se masturbam?? Que hipocrisia barata! Qual o problema? Agora, se você realmente não se masturba, demorou para fazer disso um hábito, que acredite ou não é bem saudável... e prazeroso), estou sentada novamente nesse computador de 166MHZ, lento, com apenas 129MB de memória livre, escutanto Sweet Vanilla do Fun People.

Acabei de perceber que afinal eu não consegui consertar a tecla z do meu teclado. Não importa também... acabaram os cigarros e eu estou com preguiça de descer para comprar... na minha frente, a caixinha vazia, um copo de refrigerante pela metade, um cinzeiro cheio de bitucas... só me resta filar cigarros do meu pai.

Só eu... eu e o Fun People... eu, o Fun People e o barulho dos meus próprios dedos no teclado. Ao fundo alguns ruídos na rua... agora o Fun People se foi... e quem veio me fazer companhia é o Mr Bungle, que aliás, meu, é muito foda. O exercício de escrever é tão perfeito quanto o de ler... acho que já li demais... não o suficiente pra minha vida, claro... mas é preciso me expressar, de alguma forma, de qualquer forma... afinal, o que adianta ler todos os livros, sentir o prazer que eles me proporcionam, mas não devolvê-los de alguma forma??

Mesmo que ninguém leia isso, eu li, eu escrevi isso e foda-se todo o resto. Não as possíveis pessoas que gastarão seus minutos ou despediçarão-os nessa viagem particular, mas sim foda-se todas as coisas. Na verdade eu nem sei mais para o que eu digo "foda-se". Acho que eu tenho que dizê-lo para mim mesma.

Eu estou só, mas acompanhada. Eu estou acompanhada, porém só. Se eu estivesse só de uma vezzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, (tecla com defeito), eu... sei lá o que aconteceria! Por que eu sempre tenho que tentar achar uma resposta pra tudo? Por que não viver e "foda-se" somente? Por que querer explicar os malditos fatos, e as coisas, os sentimentos? Acho que eu ainda não percebi que essas merdas de sentimentos não são para se explicar, só pra sentir! Que saco! As vezes eu me emputeço comigo. Nossa, agora entrou uma viagem paralela, mas fica pra outro texto.

Eu pensei agora: "sei lá, acho que se alguém ler isso vai ficar preocupado comigo".... hauahauahauhaua, não devia... por mais esquisita que esteja sendo essa tempestade cerebral, porque realmente está sendo uma, eu não consigo digitar acompanhando meus pensamentos, que já estão bem mais a frente do que essas palavras que eu estou terminando de digitar agora. E daí? O que tem isso? As vezes eu perco a lógica... e foda-se a lógica também.

Não sei se isso está parecendo melancolia... mas eu estou super bem neste minuto, escrevendo isso... ou não. Sei lá... eu nem sei mais o que acontece comigo...

Umas linhas acima, eu estava emputecida comigo mesma, de tentar achar respostas pra tudo, e acabou de cair uma ficha! Caralho, isso é o que me move, o que me faz viver! Talvez seja mais saudável sentir, mas eu tenho que saber o porque se sente. Eu preciso dessas explicações, que eu mesma posso me dar, porque eu sei que vão estar certas (vide o texto Domingo, 18:00hs: Uma viagem de uma viagem de uma viagem...). Elas vão estar certas para mim e foda-se.

Em off: "Eu vivo numa constante briga comigo... "

Isso poderia ser resumido com chavões: quem sou eu? Onde estou? Hahahaha, caralho! Eu estou perdida! Tocou o telefone... trimmmmmm... o ruído me despertou desse torpor, que assemelha-se a um sonho ou pesadelo, ou então à um tombo (ou será que eu me joguei???), pra dentro de um poço, que tem luzes e não tem. Um poço absurdamente raso e infinitamente profundo. Ao mesmo tempo que eu posso parar essa queda, eu não posso. Eu posso pausá-la por um momento, mas uma hora ou outra, alguém, algo ou eu mesma vai apertar novamente o botão "pause" (para "despausar") e deixar que eu continue a queda.

Eu posso e não posso impedir. Esse é o poder que me dão, que deram, que eu me dei, que eu possuo. É o mesmo que nada e pode ser tudo também.

Se eu chegar ao fundo, eu posso tanto me machucar, como não me machucar. Chegarei ao fundo? Que fundo, se ele é raso?

Trimmmm, continua tocando, levanto-me, mancando... corro, com o pé direito levantado, dando semi-pulos no corredor. Do outro lado, uma voz agradável, conhecida e querida informando que outras pessoas com vozes agradáveis, conhecidas e queridas estarão me aguardando na Estação da Luz às 19:30hs.

São 18:30hs em ponto agora.

Pause. ||

Despeço-me do Mr. Bungle, cantando Sweet Charity, (tudo é sweet hoje?) e sigo vivendo a vida que eu escolhi e não escolhi pra mim.
Não estou mais perdida nesse momento. Sei exatamente para onde vou. Estação da Luz, ver pessoas que amo. Meus amigos. Aliás, obrigada por apertarem o "pause" agora.

Não estou mais perdida.

Até alguém, algo ou eu mesma vai apertar novamente o botão "pause" (para "despausar") e deixar que eu continue a queda.

Melhor eu ir tomar banho...

Mári
Nível de THC = 0
Nível de Álcool = 0

20/11/00